Pela primeira vez, a cidade de Uberlândia recebeu o Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato. O evento, que teve início no dia 28 de agosto com término no 01 de setembro, foi realizado no Clube de Tiro de Uberlândia – CTU localizado no Clube Caça e Pesca, e contou com a presença do Sicoob Creditril. A Cooperativa levou para o local uma equipe de atendimento, que ficou em um estande preparado especialmente para recepcionar os participantes.
Essa foi a etapa Sudeste de uma das principais competições de tiro esportivo do país. Considerado um evento de nível internacional por abranger as mesmas regras da principal entidade americana de tiro - a ATA -, a competição recebeu nesta etapa cerca de 500 atiradores esportivos de várias partes do país e até do exterior.

Além do nacional, houve ainda a disputa de uma etapa do Campeonato Mineiro, no dia 1º de setembro.

Participação da Cooperativa


O Sicoob Creditril foi uma das empresas patrocinadoras do Campeonato. Além da presença institucional, a Cooperativa deu suporte ao Clube de Tiro com a maquininha Sipag. Uma possibilidade para os atiradores comprarem munições para as provas.

“Para nós é uma honra apoiar esse evento. O Clube de Tiro é nosso associado e estar ao lado deles nesse momento tão importante, quando a entidade dá um grande salto para ser destaque em nível nacional é uma grande satisfação”, comenta o presidente do Sicoob Creditril, Charles Drake Guimarães Gonçalves.

Charles Drake é sócio-fundador do Clube de Tiro de Uberlândia. Ele participou do crescimento do clube e está muito feliz em ver a associação se destacar nacionalmente. “Nós começamos com poucos sócios, enfrentamos dificuldades, mas sempre motivados pelo esporte, que é a nossa grande paixão. Sediar um evento como esse Campeonato é uma grande conquista para nós atiradores”, destaca.

Para um dos fundadores do Clube de Tiro de Uberlândia - CTU, Paulo Galassi, a realização desse evento em Uberlândia é muito importante. A cidade está localizada numa região privilegiada, com uma facilidade de transporte muito grande, inclusive com um bom aeroporto, além da rede hoteleira. “Essa é a primeira prova que trouxemos em nível nacional. Os organizadores gostaram muito e estão nos incentivando a crescer.  A nossa intenção é fazer com que o nosso Clube torne-se de alto gabarito e possa atender a campeonatos internacionais.”, comenta.


Outro fundador do CTU e um dos responsáveis pela organização do evento, Capitão Medeiros, também está muito feliz com a realização do Campeonato. “Nós estamos vivendo um momento ímpar, uma nova era em nível de Brasil. A sociedade brasileira está tendo a oportunidade de ver novos valores que outrora foram renegados e hoje estão sendo enaltecidos, e o tiro está incutido nisso, pois é uma atividade de extrema precisão, que não se aceita erros. É um esporte que faz com que o atleta seja extremamente disciplinado e obediente. Então, entendemos que hoje somos divulgadores de algo que foi muito discriminado: a arma e o esporte de tiro. A arma não é ruim para a sociedade. O que é ruim é a atitude da pessoa. Portanto ver um evento dessa magnitude que o Clube alcançou, entendemos que há muitas pessoas que querem ver o bem da nação. Estamos cumprindo a nossa missão dentro da comunidade”, comenta.

CTU




O Clube de Tiro de Uberlândia tem 20 anos de existência e atualmente em torno de 260 associados. Segundo Medeiros, a entidade está em transição. “Ela saiu de 20 integrantes e queremos chegar ao número de 300 para podermos servir bem esses associados e sair do anonimato nacional. Estamos inseridos nos diversos universos do esporte de tiro”, complementa o Capitão.

A modalidade de tiro ao prato

O tiro esportivo foi a modalidade que garantiu a primeira medalha olímpica ao Brasil, conquistada por Guilherme Paraense, em 1920, nos Jogos de Antuérpia, na Bélgica. A prática parece simples: uma máquina lança o prato no ar a uma velocidade e ângulo controlados e o atirador precisa acertá-lo para pontuar. Vence quem fizer o maior número de pontos/acertos. A complexidade, no entanto, está no manuseio e na habilidade do competidor. Para cada atirador são lançados no mínimo 100 pratos ao longo da competição, chegando a 400 para os atiradores que concorrem nas três categorias. Numa delas, são lançados dois pratos ao mesmo tempo.

O campeonato tem a chancela da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) e da Liga Nacional de Tiro ao Prato (LNTP), ambas com delegados representados na competição.

Ao longo do ano acontecem quatro etapas regionais – uma em cada região do país – e outras seis provas on-line, que são competições simultâneas realizadas nos próprios clubes de tiro, com os resultados processados no sistema na internet pelos delegados à medida que as provas são realizadas. Quem deixar de participar das etapas regionais, que são presenciais, fica sem pontuar.

A prática do tiro esportivo tem crescido bastante no país e é bem diferente daquela situação em que o cidadão tem uma arma em casa para sua proteção pessoal. As entidades, que regulam o esporte, têm todo o controle sobre as atividades e os materiais consumidos pelos atletas.

Além da posse, o atirador esportivo recebe uma guia de transporte que lhe permite levar a arma de sua residência até o local de treino ou competição. A arma utilizada na competição é transportada numa caixa fechada e descarregada.

Durante o período de vigência da licença, os atiradores esportivos têm direito ao porte para carregar uma arma de uso restrito para se defender de eventuais ações de marginais, uma vez que o armamento guardado se torna um alvo atrativo.